Eu tenho tanto amor e apego a certas pessoas e certas situações que por alguns segundos chego a me crer realmente inserida em tais contextos. Ledo engano, cruel engano. Mesmo lá, ainda estou aqui. É como se eu fosse estrangeira em qualquer círculo social – eu não sou daqui, estes não são os meus, o que faço aqui? – são minhas perguntas constantes.
Estar sozinha é a condição primordial. Eu mergulho fundo em solidão porque estar só me é conveniente e necessário. Ao mesmo tempo que crio dez laços, corto outros dez. Eu não quero me atar a pessoas, embora elas me sejam indispensáveis.
Sozinha é que eu enxergo meus defeitos vis, sozinha é que eu me permito não me culpar por eles. Sozinha é que eu enxergo a minha infinita letargia.
Ainda que as companhias me completem, que certas conversas me encham de sorrisos, que rir seja bom e que o alcool seja parte da minha infindável fuga, é sozinha que eu me enxergo plena.
Ainda que parte do todo, ainda que cheia dos laços com as mais diversas pessoas, permanecerei com meus momentos de solidão, para que não me falte ar.


essa era exatamente a conclusão do que eu falei!